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terça-feira, 22 de setembro de 2015

Paulo Câmara diz que 2016 será um ano igual ou pior que 2015


Em Brasília para um encontro com a base do PSB, o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, conversou com o comunicador Geraldo Freire sobre o pacote de mudanças anunciadas na tributação do Estado para conter o déficit no orçamento. O socialista falou ainda sobre a relação com o governo federal e sobre as expectativas para o ano que vem. “O Brasil está em recessão e essa recessão chegou a Pernambuco. Nós precisamos nos precaver e aumentar as receitas”, disse.
De acordo com Paulo Câmara, a situação financeira do País não deve melhorar nos próximos meses e a tendência é que Pernambuco também não se recupere. “2016 será um ano tão desafiador ou até pior que 2015. Mas vou trabalhar muito por Pernambuco”, completou. O socialista lembrou que o país atravessa um momento de recessão e que essa recessão atingiu o estado e lembrou que Pernambuco já perdeu mais de 70 mil empregos neste ano. “O Governo Federal não sinaliza a situação para o ano que vem e o Brasil deve seguir para um segundo ano de recessão. Os municípios estão na penúria”, afirmou.
Quando perguntado sobre a crise em áreas essenciais para a população como a saúde, o governador disse que há falta de repasses por parte do governo federal e que ele está se esforçando para que o estado possa cumprir com os serviços básicos, o que deve inviabilizar novos projetos: “Não vamos iniciar nada novo antes de dar continuidade com o que já existe. Vou trabalhar muito pra cumprir meu programa de governo”, declarou.
RELAÇÃO COM O GOVERNO DILMA
O governador Paulo Câmara, que também é vive-presidente nacional do PSB, se declarou independente em relação ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Crítico da proposta de retorno da CPMF, mas lançando um plano de aumento de impostos, o pernambucano se defendeu dizendo que “Se for algo estrutural, vamos defender sim a CPMF, mas não do jeito que foi posta.” Ele lembrou que a presidente Dilma já anunciou um plano de ajuste, e que é preciso repensar todas as esferas de poder.

uol

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