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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Quero que ele apodreça na cadeia, disse mãe de garoto morto porque bebeu achocolatado envenenado


Quero que ele [comerciante] apodreça na cadeia. Ele é o maior culpado de tudo isto”. O desabafo de dor é de Dani Cristina Perpetua da Silva, mãe do garoto Rhayron Christian da Silva Santos, 2 anos, que morreu após beber um achocolatado que foi envenenado pelo comerciante Adones José Negri, 61 anos. Em entrevista exclusiva ao Olhar Direto ela lamenta o ocorrido e também as acusações que foram feitas de que ela seria usuária de drogas. O pai da criança, Lázaro Figueiredo dos Santos, alegou que apenas comprou o produto - por cinco reais - porque a família passava por dificuldade.


Dani contou que no dia do ocorrido, 25 de agosto, “estava tudo normal, ele [criança] acordou e veio atrás de mim querendo mamar. Meu marido estava deitado atrás de mim e falou que tinha um achocolatado na geladeira e pediu só para olhar a validade, estava tudo certinho. Eles [menino e a irmã] sempre tomaram e nunca fez mal. Dei dois goles para ele, tomei dois e o resto ficou com ele, que nem bebeu tudo”.
Após isto é que a criança começou a sentir o efeito do veneno: “Meu marido falou para ele ir dar um abraço, o Rhayron saiu correndo e na metade do caminho começou a passar mal, ficar sem ar. Nisso eu coloquei o dedo na boca dele, achando que estava engasgado. Ligamos para o Samu, mas antes passou um senhor na minha rua de carro e o levamos até a Policlínica do Coxipó”.
Já na unidade de saúde, a mãe conta que também começou a passar mal e que teve de ir até o banheiro para vomitar. Dani ainda lembra que um amigo da família tomou o achocolatado e também não se sentiu bem, sendo inclusive internado. “Eu estava esperando meu filho, suando frio. Depois, juntou um monte de enfermeiros no corredor, pediram para eu entrar na sala e lá estava meu filho morto, entrei em desespero”
“Disseram na policlínica que ele tinha engasgado, mas não foi isto. Ele já tinha dois anos, não estava doente, só uma gripe fraca. Ele não tinha caído, batido a cabeça, nada disto. Estávamos um dia antes na praça, brincando. Meu filho era muito carinhoso comigo, o pessoal falava que era meu ‘rabinho’ porque sempre estava atrás de mim”, relembra Dani.
Lázaro, pai da criança, afirmou que comprou os achocolatados em uma praça, próximo a sua casa: “Olhei as caixas, vi que estava tudo lacrado, olhei a data de validade e achei que estava tudo normal. Dei cinco reais para ele [Deuel Soares, responsável por furtar o produto] e levei embora. Só o conheço de vista, de vê-lo andando na região”.
“Eu só comprei porque nós estávamos passando dificuldade. O aluguel da outra casa que nós morávamos subiu e mudamos para onde estamos agora. Quando nós estávamos desempregados, a nossa família também ajudava”, disse o 
pai da criança.
Dani argumenta que não culpa Deuel pelo ocorrido: “Ele não quis matar o meu filho. O maior culpado é o comerciante que envenenou o achocolatado. Meu filho não tinha aproveitado nada na terra, não sabia o que era shopping. É um absurdo o que estão dizendo que ele não vai ficar preso por conta da idade. Ele tem que pagar pelo que fez, matou o meu filho e vai ficar em casa? Eu quero que ele apodreça na cadeia”
“Eu quero que a Justiça seja feita. Não culpo o Deuel também”, disse o pai, que comprou o achocolatado do rapaz. “Se eu pudesse voltar alguns minutos, eu não teria dado a bebida pro meu filho. Se não fosse ele, seria outra pessoa a morrer. Justiça para mim é ele pagar e ficar preso. Mas sei que a Justiça divina não vai falhar com ele. A mão de Deus é muito pesada”, acrescentou a mãe.
Sobre as acusações e comentários de que ela seria usuária de drogas, a mãe rebate: “Falaram que eu era usuária de drogas, fiquei inconformada com isto. Pode ir na minha casa, fazer exame de sangue, tenho a consciência limpa. Já perdi meu filho e ficam falando esse monte de mentiras. Meu filho nunca passou fome, mesmo com a situação em que estávamos. Chegamos a vender até espetinho para conseguir alguma renda. Eu quero que o responsável pague, o Rhayron não vai voltar mais”
“A gente ainda acha que ele vai voltar. Ele era muito carinhoso, dizia que me amava, era um anjo. Toda hora estava beijando a gente. Não tem explicação a dor que eu tenho no meu coração. É muito ruim, quero tanto que ele volte. No dia do enterro eu não queria que o sepultassem”, contou a mãe.
Lázaro também lembrou da falta que o menino faz para a irmã, que tem três anos: “A irmã do Rhayron fica a todo momento perguntando dele. Tudo que ela pega quer levar para o irmão. Fomos em uma loja, ela ganhou um balão rosa, viu um azul e levou para ele. Chegou em casa e não deixou ninguém tocar”.
A advogada da família, Nadeska Calmon, informou ao Olhar Direto que tentará fazer com que o comerciante seja indiciado por homicídio doloso, já que ele tinha intenção de matar quando colocou o veneno na bebida. Além disto, também está sendo estudada uma ação civil, pedindo indenização.
O caso
Cansado de ser vítima de furtos de um morador [Deuel] do bairro Parque Cuiabá, o comerciante, Adones José Negri, teria inserido veneno nos recipientes depois de perceber que o ladrão tinha uma predileção pela bebida. Após realizar o furto das caixas de achocolatado, o assaltante revendeu o material para o pai do menino, que ofertou a bebida a criança sem saber o que se passava.
Ainda conforme apurado pela reportagem, o homem que vendeu o achocolatado estava dormindo na Praça Ipiranga por medo de ser linchado no bairro. No início das investigações, ele fugiu para a cidade de Alto Garças. Porém, a pedido da família ele retornou à capital mato-grossense.
O caso chamou atenção na última semana, após o lote da bebida, da marca Itambé, ter sido interditado pela Vigilância Sanitária do Estado de Mato Grosso. Depois do anúncio da morte, que aconteceu na Policlínica da capital, informou que tinha comprado cinco caixas do achocolatado de um vizinho. Ela relatou que também passou mal, assim como um tio da criança.
Itambé
Em nota enviada à reportagem, a empresa informou que a polícia esclareceu "o episódio e descarta qualquer problema de contaminação do produto Itambezinho". Além disto, "reforça que desde o dia 25/05, data de fabricação do lote em questão, já foram comercializadas mais de 5 milhões de unidades e não foram registradas reclamações de nenhuma natureza".
Por fim, "lamenta o ocorrido, se solidariza com a dor da família e reforça seu compromisso com os consumidores brasileiros ao entregar produtos da mais alta qualidade". Desde o início do caso, a empresa tem prestado todas as informações à imprensa e autoridades, inclusive realizando testes nos produtos, os quais não apontaram nenhum irregularidade.
Confira outros trechos da entrevista: 
olhar direto.

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