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quinta-feira, 3 de maio de 2018

CASO ÍSIS MARIAH: Instituto Criminalista realiza reconstituição simulada em residência no Indiano, em Garanhuns/PE



Durante a manhã desta quinta-feira 03 de maio de 2018,, equipes da 2°Delegacia de Polícia e agentes do IC de Recife, estiveram na Rua Diário de Pernambuco, no Indiano, em Garanhuns para realização da reconstituição simulada do caso da morte da pequena Mariah, que tinha dois anos de idade.


Na época da morte da criança em 25 de outubro de 2016, a mãe estava estudando em Caruaru e pagava para uma tia ficar com a garota.  A tia após a morte passou a ser investigada como sendo a principal suspeita, porém negou ter qualquer partição.


Em depoimento à polícia, a tia da criança chegou a relatar que Mariah brincava com um menino da mesma família, e que esse garoto teria derrubado na cabeça dela (Mariah), um ferro de passar, o que teria provocado lesões e posteriormente a morte da garota, que faleceu em Outubro de 2016.

Após o depoimento da tia, a delegada responsável pelas investigações, Dra Maria das Graças, que na  época era  titular da 2°DP chegou a solicitar ao Ministério Público a prisão temporária da suspeita, o qual foi negado pelo MP. Sendo alegado nos autos, que as provas eram insuficientes para que o pedido fosse expedido.


Dr Maria das Graças, e Dr Tatiane.

Diante da negativa do MP, através do inquérito policial que investiga o caso, a delegada solicitou uma equipe do Instituto Criminalista, para realização da reconstituição simulada, para envio do material ao MP.


a reconstituição durou mais de uma hora e o material será enviado ao MP, que decidirá se pede ou não a prisão da suspeita. O caso agora, segue nas mãos da delegada Tatiane, que agora está à frente da 2° DP, uma vez em que a delegada Maria das Graças passou a assumir a DP de Paranatama. Todo o trabalho do IC, foi acompanhado pelos  país  da pequena Mariah, por alguns vizinho próximo da residência onde aconteceu o fato.

Relembre o caso aqui!

Mãe de menina morta em Garanhuns busca por Justiça mais de um ano após o crime


Mãe de menina morta em Garanhuns busca por Justiça mais de um ano após o crime

Principal suspeita da morte de Ísis Mariah, de 2 anos e 4 meses, é uma tia da menina, que está em liberdade. Polícia Civil ainda não concluiu inquérito do crime que aconteceu em 2016

Um grito por Justiça. Após mais de um ano sem respostas para a morte trágica de uma menina de 2 anos e 4 meses, assassinada em 2016 em Garanhuns, no Agreste de Pernambuco, a família da garotinha organiza um protesto para o dia 16 deste mês, numa tentativa de pedir empenho às autoridades policiais para a resolução deste caso. Segundo a mãe, a criança tinha lesões em várias partes do corpo, um trauma no crânio e sofreu até abuso sexual. A principal suspeita de ser responsável pelo crime: uma tia que cuidava da menina, enquanto a mãe estudava. A família critica o trabalho da Polícia Civil e denuncia que o Ministério Público já rejeitou duas vezes o inquérito enviado pela Delegacia da cidade, solicitando mais informações dos investigadores.

Ísis Mariah Melo Salvador Meira morava com uma tia no bairro de Indiano. A mãe da menina, Dayane Salvador, de 27 anos, disse que pagava cerca de R$ 350 para que a esposa de seu irmão cuidasse de sua filha enquanto ela passava a semana morando em Caruaru, também no Agreste, para participar de um estágio supervisionado em enfermagem. O tio da menina trabalha como caminhoneiro e, segundo a família, passava a semana fora e tinha pouco contato com a criança.

No dia 25 de outubro de 2016, Dayane recebeu uma das piores notícias de sua vida. A filha havia dado entrada no Hospital Dom Moura, em Garanhuns, e, segundo os médicos de plantão, já não havia mais nada a se fazer. "Todos acreditamos na versão da tia da minha filha de que havia acontecido um acidente. Ela disse que o filho dela, um menino de 1 ano e 9 meses, tinha derrubado o ferro de passar na cabeça da Mariah. Ela diz isso até hoje e nós acreditávamos. Até que as perícias começaram a ser concluídas e a gente viu que, na verdade, minha filha havia sido assassinada", disse Dayane em entrevista ao JC Online.

Os laudos, segundo a mãe da menina, apontam que, além de um trauma na cabeça - que poderia ser explicado pelo suposto acidente com o ferro que teria sido causado pelo primo pequeno - Mariah havia sido estuprada cerca de dois dias antes de morrer. A cronologia entre o horário que a tia da menina afirma ter encontrado a sobrinha passando mal e a hora que, segundo a família, Mariah deu entrada no hospital também não são compatíveis.

"A tia da menina disse que o acidente aconteceu às 16h, mas que Mariah só começou a convulsionar à noite. Uma vizinha que ajudou a socorrer a minha filha calculou que, da hora que minha cunhada pediu socorro dizendo que a menina havia acabado de começar a passar mal, até a hora em que elas chegaram ao hospital, se passou apenas meia hora. A vizinha disse que, quando viu a menina, já achava que ela estava morta, e isso se confirma porque a médica constatou que, ao dar entrada no hospital, minha filha já estava morta há cerca de duas horas", conta a mãe.

Impunidade

Isís Mariah foi sepultada, um ano e quatro meses se passaram e, até agora, ninguém foi responsabilizado pela morte cruel da filha de Dayane. "A Polícia Civil está investigando errado. Tem muitas perguntas sem respostas. Já mandaram o inquérito duas vezes para o Ministério Público, mas o promotor sempre devolve pedindo mais diligências, mais depoimentos, porque o caso não está claro, a Polícia sempre entrega a história com brechas", reclama a mãe da vítima.

Justiça Mariah: Secretaria da Mulher e família de criança morta em 2016 promovem passeata


Em outubro de 2016, Ísis Mariah Melo Salvador Meira foi morta. Segundo os laudos da perícia feita no corpo da criança que na época tinha 2 anos e 4 meses, ela foi vítima de trauma no crânio, abuso sexual e lesões corporais. A Secretaria da Mulher, em parceria com a família da criança, realizou na manhã desta sexta-feira (16), um ato em memória da criança e pela busca da resolução do caso. A caminhada teve a participação dos alunos da Escola Municipal José Ferreira Sobrinho e da Escola de Referencia em Ensino Médio (Erem) Garanhuns.


A caminhada percorreu as principais ruas de Garanhuns e foi encerrada em frente ao Palácio Celso Galvão, com um pronunciamento do prefeito Izaías Régis. “O nosso ato teve o objetivo de buscar uma resposta. Após um ano e quatro meses do ocorrido, ainda não sabemos quem foi o responsável. Além disso, também tivemos o intuito de falar sobre a importância de denunciar. Hoje em dia, meninas e mulheres ainda são vítimas de violência dentro de casa e a gente continua fechando os olhos. O silêncio não protege e a omissão é conivente”, declarou a secretária da Mulher, Walkíria Alves.

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