Anuncie aqui!

Anuncie aqui!
QUER ANUNCIAR NO BLOG: E-mail: agresteemalerta@gmail.com Fone: (87) 9 8164-4420 Whatsapp: (87)9.9962-6354

Cia da Construção e Madeireira.

Cia da Construção e Madeireira.

Stop Lanches o Melhor Lanche da cidade

Stop Lanches o Melhor Lanche da cidade
Org: Maciel.

Eletrônica Pc Games

Eletrônica Pc Games
Pop-shop Garanhuns

Informações WhatsApp (87) 9 9933-8519. (81) 9 9978-9798. Gilka Torres Facebook clique na imagem

Informações WhatsApp (87) 9 9933-8519. (81) 9 9978-9798. Gilka Torres Facebook clique na imagem
O SEA é uma projeto criado no intuito de ajudar as mulheres que desejam realizar sua cirurgia plástica sem ser a vista, pagando parcelas que cabem no seu orçamento!

Rua Joaquim Nabuco 33 Centro Garanhuns PE.

Rua Joaquim Nabuco 33 Centro Garanhuns PE.
Rua Joaquim Nabuco 33 Centro Garanhuns PE.

Pise Bem Calçados e Casa do Côco

Pise Bem Calçados e Casa do Côco
Rua Melo Peixoto Centro Garanhuns-PE

segunda-feira, 16 de julho de 2018

RENATA SÍNDICA: Transexual é a primeira de Garanhuns a conseguir direito à mudança de nome e sexo em documento de registro civil e identidade

Renata Síndica durante uma capacitação semana passada na Aesga
  
A 1ª Vara da Família de Garanhuns autorizou em maio deste ano a transsexual Renata Alexsandra Gonçalves de Souza, a  Renata Síndica,  a alterar seu nome e o sexo presentes em seus registros de identidade e demais documentos civis. Até março de 2018, isso só era possível se a pessoa passasse por uma cirurgia de mudança de sexo, mas, em decisão unânime, o STF acabou com essa obrigatoriedade, além de dispensar do interessado que este entre na justiça para conseguir o benefício. 

O caso de Renata é o primeiro registrado em Garanhuns. Nascida Renato Alexsandro Gonçalves de Souza, ela diz que desde criança sempre se identificou mais com a imagem feminina. Aos 14 anos,  saiu de casa para fugir da intolerância e do preconceito do pai, que não aceitava que o filho fosse homossexual.  Após sair de casa, iniciou um relacionamento com uma mulher e teve filhos, mas percebeu que havia algo errado e que não estava feliz.  Com 18 anos, se separou da mulher e foi viver com o atual companheiro, com o qual já tem uma união estável de 24 anos. 



Renata afirmou em conversa com o V&C que passou por inúmeros constrangimentos antes da mudança nos documentos."Passei por vários constrangimentos. Esse foi um dos motivos pelo qual resolvi mudar a documentação. Isso ocorria principalmente nas consultas em clínicas e laboratórios. Eu mulher, vestida mulher, quando chegava a minha vez, a recepcionista chamava, Renato e eu, e até as próprias moças, ficávamos constrangidas", revelou a síndica. Ainda segundo ela, a mãe e o pai até hoje não aceitam que a filha tenha uma orientação sexual diferente daquela cujo corpo masculino exteriorizava, mas o emocional não. Já com os filhos a situação é bem diferente. Renata conta que foi a filha uma das que serviram de testemunha na audiência de mudança de documentação. "Eu aceito, ele é meu pai e se ele é feliz assim, eu também sou. O que vale é meu respeito por ele independente de sexo ou nome", teria dito a filha, segundo informações de Renata. A transexual, que hoje está com 40 anos, ainda revelou que se dá bem com todos os filhos e com a ex-mulher, com a qual ainda mantém contato.

O PASSO A PASSO PARA A MUDANÇA
O processo para a mudança nos documentos levou cerca de 40 dias para ficar pronto e mais um mês pra ser deferido. Renata disse que quando resolveu mudar de nome procurou o setor jurídico do curso de Direito da Aesga. Lá ela conversou com a Doutora Leonila que deu entrada pelo núcleo jurídico da faculdade. Após isso, a síndica foi convocada pela 1ª Vara da Família para uma audiência.  Levou duas testemunhas e passou por uma avaliação psicológica, além do acompanhamento de uma assistente social.  O próximo passo foi a remessa da documentação ao Ministério Público, que deferiu o pedido, entretanto, pediu alguns documentos a mais, como o nada consta da Polícia Federal, da Polícia Civil e dos cartórios. 

Passado todo o trâmite, a juíza Maria Betânia Duarte Rolim decidiu pela mudança do nome e do gênero da síndica. Foi aí que Renata, que era Renato, finalmente viu corrigida uma distorção burocrática que já havia lhe causado vários transtornos. "Agora tenho duas datas de aniversário. A de nascimento e a do dia que consegui mudar minha documentação",disse ela. 

Renata e a mãe

Na audiência, a magistrada indagou a Renata se ela iria fazer a cirurgia de mudança de sexo, antes obrigatória para esses casos,  mas a síndica não pensa nisso. "Eu sou feliz do jeito que eu sou. Eu só nasci mulher no corpo errado. Não importa o sexo que eu tenho. A lei é clara. Nossa identidade de gênero não tem a ver com cirurgia, mas com a identificação social do que achamos que somos. E eu sou mulher", pontuou a transexual que também participa da Rede das Mulheres Negras, sendo uma aguerrida defensora da raça negra. Ela também é integrante da comunidade LGBT e está em seu terceiro mandato como síndica da Quadra X do condomínio Manoel Camelo, onde exerce uma liderança atuante e honesta sendo responsável por 248 aparamentos.  "Meu objetivo é mostrar que temos direitos iguais e nunca desistimos"finalizou.

NOVA DOCUMENTAÇÃO, SIGNIFICA UM NOVO CICLO DE VIDA




V&C Garanhuns 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

QUER ANUNCIAR NO BLOG Ligue 87 9 9962-6354 / 9 8164-4420

J&N CARNES

J&N CARNES