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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Alunos da zona rural de Ibirajuba, PE, enfrentam precariedade em escolas

Para os estudantes da zona rural de Ibirajuba, no Agreste de Pernambuco, o aprendizado em sala de aula está relacionado à vivência de dificuldades diárias. A ausência de rede de esgoto, rede de água, coleta de lixo periódica, quadra de esportes, biblioteca, sala de professores, acessibilidade e internet são algumas das precariedades encontradas. Outro problema é a falta de espaço para refrigerar alimentos. Diante da situação, alunos, professores e pais demostram ter se adaptado às condições de ensino.
A prefeitura alega que faltam recursos federais e não dá prazo para solucionar as dificuldades enfrentadas. Levantamento feito a pedido do G1 pela Fundação Lemann e pela Meritt, responsáveis pelo portal QEdu, aponta que há 140 municípios no país em que as escolas rurais não contam com nenhum dos itens listados. Em Ibirajuba, há 1.478 alunos na rede municipal de ensino. Destes, 284 estudam em dez escolas espalhadas pela zona rural.
Na visita à Escola Municipal São Francisco, localizada no sítio Maniçoba, os alunos se dividem entre aqueles que gostam de matemática e os que preferem língua portuguesa. Como outras crianças, eles têm sonhos: um deseja ser policial, outra almeja ser professora. Até lá, eles continuam indo de tranporte alternativo para a unidade de ensino, e, no intervalo, brincam no entorno ou nas dependências dela.
A escola atende no turno da manhã a 14 alunos do pré I ao 2º ano e a 13 crianças, do 3º ao 5º ano do ensino fundamental. A água utilizada para a merenda e para a limpeza é retirada de uma cisterna comunitária que fica a aproximadamente 200 metros do local. Os baldes são carregados todos os dias para manter os estudantes alimentados

A merendeira Maria do Socorro Siqueira Freitas, de 51 anos, é uma das responsáveis por buscar com baldes a água para cozinhar os alimentos e realizar a limpeza do prédio – composto por duas salas de aula, dois banheiros e uma cozinha, além da área externa. Uma cisterna será construída nos fundos da escola para que a unidade seja abastecida com menos prejuízos. "É porque fica passando por cima de arame, por baixo de arame. Se tivesse a cisterna logo era melhor, né?", diz.

A equipe de reportagem do
 G1 observou que não há espaço para armazenar alimentos perecíveis, como frutas e verduras. "Se vem verdura, aí nós levamos para casa e colocamos na geladeira. O que vai precisando, a gente vai trazendo aos pouquinhos. Às vezes, se vem frango, a gente faz logo no dia que chega. No resto do mês é carne de charque, pescada, ovos, carne de soja. Coisa que dê para guardar dentro do armário", detalha a merendeira. Ela diz que uma nutricionista vai à unidade uma vez por mês fazer o acompanhamento da alimentação.Além de relatar a falta d'água como principal problema da escola, a merendeira também aponta que a cozinha não tem o tamanho adequado. "O espaço é pequeno. E também tem que forrar [o telhado] porque os pardais tomam conta. Ali em cima, eles ficam fazendo ninho. Aí toda vez tem que tirar aqueles ninhos, porque fica caindo pedacinho de galho. É uma dificuldade na zona rural."A equipe de reportagem do G1 observou que não há espaço para armazenar alimentos perecíveis, como frutas e verduras. "Se vem verdura, aí nós levamos para casa e colocamos na geladeira. O que vai precisando, a gente vai trazendo aos pouquinhos. Às vezes, se vem frango, a gente faz logo no dia que chega. No resto do mês é carne de charque, pescada, ovos, carne de soja. Coisa que dê para guardar dentro do armário", detalha a merendeira. Ela diz que uma nutricionista vai à unidade uma vez por mês fazer o acompanhamento da alimentação.
G1 também constatou que os estudantes comem a merenda na mesma carteira utilizada para o estudo. Além disso, os alunos não estavam vestidos com uniforme. A unidade não possui equipamentos para a realização de atividades extras, como, por exemplo, computadores e televisores. Uma professora da unidade, que preferiu não ser identificada, informou à reportagem que quando precisa exibir algum material em vídeo para os alunos leva um aparelho de TV de sua casa para a escola.
No Alto do São Francisco, outra localidade rural de Ibirajuba, a preocupação dos pais é o buraco feito para a construção de uma nova cisterna da unidade de ensino. “Tem risco de acontecer acidente, de alguma criança se machucar, empurrar a outra. Você fica com medo em casa”, afirma a dona de casa Clarice Galdino Rocha dos Santos, que tem um filho de 10 anos estudando na Escola Municipal Dom João da Mata de Amaral. Além disso, a dona de casa também relata que, quando chove, o telhado da unidade fica com goteiras. “Tem demais. Quando chove, lá na sala do meu filho é que tem mesmo. Fica estudando com a 'pingueira' em cima.”
Clarice Galdino Rocha dos Santos, mãe de aluno
(Foto: Reprodução/ TV Asa Branca)
A falta de uma rede de abastecimento de água e uma de tratamento de esgoto é comum em toda a localidade rural, incluindo a escola. “Não falta água, ela é fornecida por caminhão-pipa. No banheiro, sempre foi usado balde. Os banheiros são limpinhos porque os funcionários sempre estão observando”, conta a recepcionista Patrícia dos Santos, de 35 anos, que tem dois filhos – um de 6 e outro de 7 anos – estudando no lugar.
Adaptação
Apesar das dificuldades encontradas no levantamento, alunos e pais afimam que o ensino é adequado. "Aqui está bom, os professores são bons. Não está faltando nada, não, para o ensino", conta a merendeira Maria do Socorro, que também é mãe de um alunos da Escola Municipal São Francisco. Para uma das professoras, falta a participação dos pais na educação dos filhos. Segundo ela, os responsáveis não têm interesse em saber sobre a vida escolar das crianças. Mães de alunos da Escola Dom João da Mata de Amaral e da São Fransisco também destacam positivamente que o material escolar foi entregue em dia.

Outras escolas
G1 também visitou a Escola Municipal José Apolinário de Amorim e a Manoel Calado. O acesso às unidades é precário. Os banheiros ficam em um lugar onde nenhuma cadeira de rodas passaria caso houvesse algum aluno com deficiência. Os quadros são de giz. Em ambas, há cisternas para o abastecimento de água.
Posicionamento da prefeitura
De acordo com o secretário municipal de Educação, José Inaldo de Amorim, não há um prazo para a instalação de equipamentos eletrônicos, como computadores, na Escola São Francisco. “A professora sempre vem para acompanhamento aqui na cidade. Então, se ela precisar de datashow, a secretaria disponibiliza. Se precisar de televisão e notebook, aqui a gente tem. Tem transporte para levar."
Já o secretário de Governo, Adilson Siqueira, credita à falta de verbas o problema do fardamento. “É bom frisar que o município está com perda de recursos federais em todos os programas – como, por exemplo, o 'Alimentação Escolar' e o 'Transporte Escolar'. Então nós estamos tirando dinheiro de algum lugar, ou de fardamento ou de reforma de escola, para cobrir programas do governo federal.” Ele afirma que para a aquisição de fardamento para este ano ainda está em aberto um processo de licitação.
Sobre a queima do lixo inorgânico, Siqueira diz que a prática é uma recomendação do próprio governo municipal. “Ainda não temos esse sistema de coleta na zona rural. Isso é um projeto que está numa perspectiva [de implantar] até 2020. De imediato, o ideal agora era queimar. Seria menos poluição”, diz o secretário.
Quanto às cisternas, o secretário não dá um prazo para a finalização. Em relação à falta de segurança por conta da obra na escola do Alto do São Francisco, Adilson Siqueira informa que irá comunicar a construtora responsável para que medidas de proteção sejam instaladas no entorno.
FNDE
Em nota, a assessoria de imprensa do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) diz que a oferta de alimentação e a assistência financeira nos programas citados pelo secretário de governo são de caráter suplementar.
"Dito isto, cabe esclarecer que não há registro de atrasos nos repasses financeiros do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate). Com relação ao município de Ibirajuba, já foram transferidos, neste ano, R$ 81.078 referentes ao Pnae e R$ 21.417 referentes ao Pnate", diz a nota. G1





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