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terça-feira, 14 de junho de 2016

Cerimônia de apresentação da biografia dos ex-prefeitos assassinados na Hecatombe aconteceu nesta terça (14)



A Prefeitura de Garanhuns e a Comissão do Memorial do Centenário da Hecatombe Garanhuns realizaram, nesta terça-feira (14), a cerimônia de apresentação da biografia dos ex-prefeitos Manoel Antônio de Azevedo Jardim, Francisco Veloso da Silveira, Argemiro Tavares de Miranda e Júlio da Silva Brasileiro, mortos no período da Hecatombe. A solenidade aconteceu na antessala do gabinete do prefeito Izaías Régis, no prédio do Palácio Celso Galvão.

Durante a cerimônia, os quadros oficiais dos ex-prefeitos, com a foto individual de cada um deles, foram entregues oficialmente para compor a galeria de retratos dos mesmos. Prestigiaram a solenidade familiares das vítimas, além de membros do governo municipal e a comissão do Centenário.

O fato histórico – A hecatombe marcou a história de Garanhuns pela série de assassinatos de comerciantes e políticos. O resultado da eleição de sete de janeiro de 1917 teria motivado os assassinatos. Sales Vilanova, opositor político, matou o então prefeito eleito, Júlio Brasileiro, que não chegou a tomar posse, pois seria assassinado no dia 14 de janeiro, em Recife, capital do Estado. As outras pessoas foram assassinadas dentro da cadeia pública, onde estavam sob guarda. Os documentos mostram que mais de 15 pessoas foram mortas no período.

Segue, abaixo, trechos da biografia dos ex-prefeitos:

Prefeito Manoel Antônio de Azevedo Jardim – Nasceu em Garanhuns no ano de 1867. Sua família chegou a Suíça Pernambucana na metade do século XVIII. Sua residência ficava na atual Praça Jardim. Recebeu sua patente de guarda nacional em 1893. Com o apoio do seu irmão Luíz Afonso de Oliveira Jardim, juiz de Direito e chefe político na região, foi eleito 2º prefeito de Garanhuns, obtendo na eleição 631 votos. Na sua administração, que se estendeu de 1895 a 1898, criou a primeira escola estadual feminina para o curso primário.

Foi reeleito novamente prefeito de Garanhuns para o mandato de 1901 a 1904. Manoel Jardim, em sua trajetória política, foi concomitante prefeito de Garanhuns e Canhotinho e eleito Deputado Estadual em duas oportunidades.

Prefeito Francisco Veloso da Silveira – Nasceu em 1862. Era proprietário de farmácia em Garanhuns e dono de fazenda de café, na época, localizada em São João. Sua patente de guarda nacional foi recebida em setembro de 1897. Foi eleito prefeito de Garanhuns em 10 de setembro de 1898, obtendo 558 votos, enquanto seu adversário, o Alferes Joaquim Correia Brasil Junior, obteve 131 votos. Seu mandato foi concluído em 1901. Durante a sua administração foram realizadas melhoramentos urbanos, calçando algumas ruas da cidade.

Em 10 de julho de 1904 voltou a concorrer ao cargo de prefeito do município, novamente sendo reeleito. No seu segundo mandato a sua visão política concentrou-se no sentido de melhorar a iluminação pública, substituindo a iluminação de lampiões de querosene por carbureto em postes de madeira. A atual Avenida santo Antônio foi servida por oito desses postes. Em sua trajetória política foi eleito por Garanhuns como Deputado Estadual.

Prefeito Argemiro Tavares de Miranda – Nasceu em Garanhuns em 1869, com a família oriunda do município de Panelas. Era fazendeiro de café e proprietário do principal armazém de Garanhuns. Argemiro se destacou como comerciante em Garanhuns e Recife, sendo eleito prefeito de Garanhuns em 22 de março de 1911, após haver uma nova eleição para o preenchimento do cargo do executivo, em virtude da renúncia do prefeito Antônio Isaac de Macedo. Devido a perseguições políticas e restrições financeiras impostas pelo governador General Dantas Barreto, o tenente-coronel Argemiro Miranda renunciou ao cargo em fevereiro de 1912.

Prefeito Júlio Euthymio da Silva Brasileiro – O tenente-coronel prefeito Júlio Euthymio da Silva Brasileiro nasceu em Garanhuns em 30 de outubro de 1867. Iniciou na política apoiando o partido do Dr. Luís Afonso de Oliveira Jardim, juiz de Direito e chefe político em Garanhuns. Na eleição de 1911 para Governador do Estado, apoiou juntamente com Dr. Antônio Souto Filho o General Dantas Barreto, consequentemente com a renúncia de Argemiro Miranda, para ocupar o cargo vago foi realizada nova eleição, sendo eleito o Coronel Júlio Brasileiro em 30 de março de 1912 obtendo 1.138 votos contra 331 do Coronel Hemetério Souto.

A posse aconteceu em 22 de maio de 1912, ocasião em que renunciou os seus ordenados em favor dos cofres públicos. Na sua administração deu início a arborização da cidade, o processo de eletrificação e água encanada. Concluído seu mandato foi eleito Deputado Estadual em 1914. Em 10 de julho de 1916 foi novamente candidato a prefeito de Garanhuns. Embora sendo eleito com 1.114 votos, uma nova eleição foi marcada para 7 de janeiro de 1917, dessa vez concorreria sozinho, pois a oposição retirara sua candidatura. Realizada a eleição o resultado sairia um mês depois, mas o Coronel Júlio Brasileiro não chegaria a tomar posse, pois seria assassinado no dia 14 de janeiro, em Recife (PE).   

​Fotos: 
 Ezandra Ribeiro/Secom
 Davi Melo/Jornal DAC 

Por EZANDRA RIBEIRO

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