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sexta-feira, 8 de julho de 2016

Dom Aldo afirma a imprensa nacional que não se omitiu sobre casos de pedofilia na Paraíba



O site da Folha de S. Paulo conseguiu entrevistar o agora Arcebispo Emérito da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto, que renunciou ao cargo depois de um escândalo que envolve denúncias de acobertamento de casos de pedofilia na igreja e ainda suspeitas sobre sua vida afetiva. O religioso negou sua responsabilidade e disse que não omitiu os crimes praticados por colegas. Pagotto ainda tratou como sendo calúnias os relatos segundo os quais ele teria mantido relacionamentos com outros homens.

Confira a matéria completa:

Afastado nesta quarta-feira (6) pelo papa Francisco após acusações de ter acobertado casos de pedofilia, o arcebispo da Paraíba Aldo Pagotto, 66, nega ter agido em benefício de padres suspeitos, mas diz ter errado ao confiar em pessoas que não conhecia.

Em entrevista à Folha, o agora arcebispo emérito confirma que foram descobertos cinco casos de padres suspeitos de pedofilia na Paraíba desde 2004, quando assumiu a Arquidiocese. E diz ter denunciado as suspeitas ao Ministério Público e ao Vaticano: “Não me omiti.”

Leia a seguir.
Folha – O Vaticano anunciou nesta quarta o afastamento do senhor da Arquidiocese da Paraíba. Como recebeu a notícia?
Aldo Pagotto – É uma situação dolorosa, mas eu entendi. Se estou fazendo as pessoas sofrerem, como acham, é melhor aceitar a renúncia. Mesmo sabendo que eu sofro muito mais do que essas pessoas. Pelo bem de todos, eu acreditei que o melhor fosse a minha retirada. Me baseei no exemplo do papa Bento 16, que abriu espaço para uma pessoa nova entrar.

Como o senhor se defende das acusações de que acobertou casos de pedofilia e teve relações com outros homens?
A minha consciência está em paz. Há muitas acusações, principalmente em relação a minha vida afetiva e sexual. São acusações horrorosas, que eu não admito porque são calúnias. Fiquei com uma grande mágoa.

O senhor admite ter acolhido na igreja padres acusados de pedofilia?
Eram padres em crise procurando um lugar para recomeçar a vida. E eu dei essa oportunidade a pessoas que mais tarde se revelaram suspeitas de pedofilia. Fiz o que tinha que fazer: denunciei ao Ministério Público e ao Vaticano. Eu não me omiti. Confesso o meu excesso de misericórdia porque dei uma chance a pessoas que eu não conhecia bem.

Foram quantos casos?
Ao todo foram seis casos, todos na Paraíba. Em três deles os padres foram apontados como culpados e afastados, dois ainda estão sendo julgados e um foi inocentado.

O senhor foi denunciado pelo Ministério Público em 2002 por supostamente acobertar um frei que cometeu abusos sexuais e intervir para mudar o depoimento das vítimas. O que tem a dizer sobre essa acusação?
Este caso foi extinto na Justiça porque não houve nenhuma proteção ao frei nem intervenção junto às meninas. O que fiz, imediatamente, foi celebrar uma missa em campo aberto e chamar todas as mães e meninas para oferecer meus préstimos. Na missa, disse que tanto as meninas quanto o frei precisavam de ajuda. Em nenhum momento agi para silenciar ninguém.

O senhor teve alguma conversa privada com as mães ou as vítimas?
Em nenhum momento houve conversa privada.

Agora que foi confirmada a renúncia, o que pretende fazer?
Estou pensando em voltar para a minha congregação, em Fortaleza. Vou ficar um tempo lá para colocar minha cabeça em ordem. Ser arcebispo emérito não é demérito para ninguém. Quero continuar trabalhando.



Fonte folha de são paulo 

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