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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

O drama de quem precisa de hemodiálise em Pernambuco


De um lado, os pacientes se queixam da falta de acesso a clínicas e de assistência adequada para o tratamento da doença renal crônica. De outro, nefrologistas de unidades conveniadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), em Pernambuco, alegam que estão sem receber verbas da Secretaria Estadual de Saúde (SES), o que tem impactado no atendimento de pessoas que dependem de uma máquina para limpar e filtrar o sangue (trabalho que o rim doente não pode fazer). O Estado assegura que tem trabalhado com o objetivo de ampliar o número de vagas para a terapia renal substitutiva (termo que abrange tratamentos para a insuficiência renal), mas não dá prazos.

Enquanto isso, segundo informações extraoficiais, pelo menos 200 pacientes, em Pernambuco, ocupam desnecessariamente leitos hospitalares na rede pública porque não conseguem uma vaga em clínica conveniada ao SUS para se submeter à hemodiálise. São pessoas que permanecem internadas em hospital, mesmo com alta para ir para casa e continuar o tratamento de forma ambulatorial. Nessa modalidade, as sessões de diálise são realizadas em clínicas, três vezes por semana, e cada uma tem duração média de quatro horas. Também é uma forma mais econômica (custa, em média, R$ 200 cada sessão) do que a permanência no hospital, onde o valor alcança R$ 980 aproximadamente.

“É um desgaste para os pacientes, que têm a sensação de que estão presos nos leitos. Não conseguem ir para casa porque não há vagas nas clínicas”, destaca o presidente da Sociedade Brasileira de Nefrologia/Regional Pernambuco, Marcelo Nonato, acrescentando que “é uma situação difícil porque eles deixam de ter vida e rotina no hospital, ficam deprimidos. E se fossem para os locais onde moram, fariam a sessão de hemodiálise nos dias específicos e, nos demais, fariam outras atividades”.

É o caso do irmão da dona de casa Edilma Maria da Silva, 32 anos, que está internado há sete meses no Hospital Getúlio Vargas, no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife, apenas para fazer sessões de hemodiálise.

“Não tem necessidade de o meu irmão ficar aqui. Mas, segundo o Estado, não há vagas nas clínicas. Também não recebemos uma previsão de quando ele poderia sair do hospital. Da última vez que eu liguei, disseram que ele era o terceiro da fila no Getúlio Vargas, mas há pacientes de outros hospitais também nessa lista. Não tem como termos ideia. Vamos ao Ministério Público para tentar resolver a situação”, relata Edilma.

Terapia renal substitutiva
O secretário de Saúde do Estado, André Longo, diz estar preocupado com a situação e tenta ampliar o número de vagas para a terapia renal substitutiva. “Há uma retenção de pacientes, maior do que a que gostaríamos, devido à falta de vagas. Mas abrimos processo de ampliação e precisamos que haja conformidade documental. Existem aspectos burocráticos que precisam ser vencidos. Esta semana tivemos a notícia de um incremento de mais dez máquinas (para hemodiálise). Estamos em atuação para solucionar o problema”, diz.

De acordo com a SES, 5,7 mil pessoas estão cadastradas para diálise, em Pernambuco, nas clínicas conveniadas. Ainda segundo a secretaria, para ampliar a oferta do serviço, foi encaminhada proposta ao Ministério da Saúde para habilitar nova empresa, o que pode possibilitar aumento de mais de mais 120 vagas. “Para o Estado, não é interessante que esses pacientes permaneçam no hospital, pois retêm vagas. E do ponto de vista econômico, a terapia renal substitutiva ambulatorial (nas clínicas) acaba tendo custo menor do que a feita no hospital.”

A médica nefrologista Suzana Melo, proprietária de clínica conveniada ao SUS, destaca que os serviços de hemodiálise estão falidos. “É uma situação caótica. Há atrasos frequentes no repasse de, no mínimo, dois meses da alta complexidade (a própria diálise) e de até sete meses da média complexidade. Como podemos oferecer serviços aos pacientes renais?”, questiona. Ela complementa que, apesar de o Ministério da Saúde ter depositado repasses para a SES no dia 22 de novembro, a clínica ainda não recebeu o pagamento de outubro. “Clamamos pela sensibilidade dos gestores e dos órgãos de controle, a fim de evitar prejuízo a funcionários e à qualidade da assistência a quase cinco mil pacientes.”

O secretário assegura que não há atrasos no repasse. “O que existe é que algumas clínicas têm dificuldades documentais. Tão logo haja a regularidade, será feito o pagamento.” 


Do Jc


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