Anuncie aqui!

Anuncie aqui!
QUER ANUNCIAR NO BLOG: E-mail: agresteemalerta@gmail.com Fone: (87) 9 8857-0534 WhatsApp

Cia da Construção e Madeireira.

Cia da Construção e Madeireira.

Rua Joaquim Nabuco 33 Centro Garanhuns PE.

Rua Joaquim Nabuco 33 Centro Garanhuns PE.
Rua Joaquim Nabuco 33 Centro Garanhuns PE.

Maluquinha preço único

Maluquinha preço único
Avenida Santo Antônio, Centro Garanhuns-PE

terça-feira, 24 de março de 2026

CRIME BRUTAL EM CANHOTINHO: FILHO ADOTIVO É CONDENADO POR MANDAR MATAR OS PAÍS DE OLHO EM HERANÇA


Um crime que chocou o Agreste pernambucano em 2020 teve desfecho judicial com a condenação dos envolvidos após julgamento pelo Tribunal do Júri. O caso, inicialmente tratado como latrocínio (roubo seguido de morte), revelou uma trama mais perturbadora: o assassinato foi encomendado pelo próprio filho adotivo das vítimas para antecipar a herança familiar.

Na noite de 9 de janeiro de 2020, um casal foi atacado dentro da própria residência, no município de Canhotinho. A mulher, Minéia Silvânia da Silva, foi executada com um tiro na cabeça. Já o marido, Josenildo Martins de Melo, também foi alvejado na cabeça, mas sobreviveu após intervenção médica, ficando com graves sequelas.

Logo após o crime, os autores ainda subtraíram objetos da casa, como celulares, notebook e dinheiro, o que levou inicialmente a polícia a tratar o caso como latrocínio. No entanto, o aprofundamento das investigações revelou que o roubo foi apenas um elemento acessório para simular a motivação patrimonial imediata.

Segundo o Ministério Público, o crime foi meticulosamente planejado por Gabriel Martins de Melo, filho adotivo das vítimas, que teria contratado três executores para matar os próprios pais. O objetivo, conforme apurado, era assumir o controle da herança.

A execução foi fria e premeditada. De acordo com a denúncia, os executores aguardaram a chegada do casal e invadiram a residência no momento em que o portão foi aberto. Minéia foi rendida, teve as mãos amarradas e foi morta com um disparo na cabeça. Josenildo também foi baleado e deixado gravemente ferido. O crime ocorreu na presença de um filho menor do casal, irmão do mandante, o que agravou ainda mais a repercussão social do caso.

A Justiça destacou, na sentença, a extrema frieza e o grau de premeditação, especialmente por se tratar de um crime cometido contra os próprios ascendentes, motivado exclusivamente por interesse financeiro.

O julgamento ocorreu perante o Tribunal do Júri da Comarca de Caruaru, após desaforamento do processo. Os jurados reconheceram a materialidade e autoria dos crimes, acolhendo integralmente a tese do Ministério Público. Todos os réus foram condenados por homicídio qualificado (motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima), tentativa de homicídio e, no caso dos executores, também por roubo majorado.


As penas foram fixadas de forma individualizada:

- Gabriel Martins de Melo (mandante): Pena total de 50 anos de prisão

- Edivânio Campelo do Nascimento (“Galego”): 52 anos e 1 mês

- José Diego Costa da Silva (“Bracinho”): 49 anos e 7 meses

- José Carlos da Silva Júnior: 56 anos, 5 meses e 15 dias

O caso ganhou destaque não apenas pela brutalidade, mas pela quebra de um dos vínculos mais elementares da sociedade: o familiar. Na sentença, a magistrada ressaltou a “frieza, calculismo e ausência de vínculos afetivos” do mandante, que teria arquitetado a morte dos próprios pais visando lucro patrimonial.




Nenhum comentário:

Postar um comentário

QUER ANUNCIAR NO PORTAL Ligue 87 9.8857-0534